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Aromaterapia

AROMA SIGNIFICA PERFUME, e terapia, tratamento. Portanto, aromaterapia é um tratamento feito pela utilização de perfumes e óleos essênciais aromáticos extraídos de plantas para melhorar a saúde corporal, emocional e psicológica, quando aplicada nos tratamentos gerais, ou trazendo inúmeros benefícios quando aplicada na pele em nosso segmento de Estética Chinesa e, claro, conferindo sempre um bem-estar geral.

O termo foi usado pela primeira vez pelo químico francês René-Maurice Gattefossé que, de forma acidental, descobriu as propriedades de cura dos óleos essenciais. Quando trabalhava numa experiência, queimou gravemente as mãos. Para aliviar a dor, num impulso, ele lavou a quei¬madura com óleo essencial de lavanda e, de forma surpreendente, a ferida cicatrizou rapidamente, não infeccionou e não produziu bolhas. Em 1928, ele adotou o termo "aromaterapia" para esse trata¬mento e divulgou suas pesquisas num livro.

Vários cientistas franceses prosseguiram a sua tarefa, entre eles o dr. Jean Valnet, presidente da sociedade Francesa de Fitoterapia e Aromaterapia e antigo cirurgião do exército, que utilizou óleos essenciais para tratar queimaduras graves e feri¬das de guerra.

Marguerite Maury, bioquímica francesa, foi pioneira da aromaterapia holística. Ela ficou conhecida em seu país por ter prescrito a utilização de óleos para o Uso externo, o que a tornou famosa durante a Segunda Guerra Mundial, além da comunicacão de óleos essenciais com produtos de beleza. 

COMO SISTEMA DE CURA, DIZ-SE QUE a aromaterapia remota à Antiguidade. Nos antigos pergaminhos do Rig Veda, na índia, datados de 2000 a.C, pode-se ler a seguinte frase: "Venha minha querida planta, e cure este doente para mim".
Os chineses, segundo registros históricos, provavelmente foram uma das primeiras civilizações a usar as plantas aromáticas para o bem-estar. Suas práticas envolviam a queima de incenso para ajudar a criar harmonia e equilíbrio.
Existem registros do uso de substâncias aromáticas pelos egípcios em 3000 a.C. para fins medicinais e cosméticos. Eles acreditavam que os cheiros eram uma espécie de presente dos deuses destinados ao homem. Usavam óleos essenciais como cedro, canela e mirra no processo de mumificação. O Papiro Ebers, documento do antigo Egito que contém a descrição de mais de 900 remédios, referiam-se aos óleos essenciais como elementos mais caros do que o ouro e a prata.

Na Grécia antiga, os benefícios dos aromas e a cura também eram reconhecidos. Hipócrates o "pai da medicina", praticava fumigações para obter benefícios aromáticos e medicinais. Era comum o uso, pelos soldados gregos, de um unguento à base de mirra (rica em componentes cicatrizantes, anti-sépticos) para tratamento de feridas.

O filósofo grego Teofrasto acreditava que algumas doenças se tornavam mais agudas pelo uso da inalação de perfumes estranhos à natureza da pessoa, sendo então necessário um perfume equilibrante para a cura. A partir do conhecimento adquirido dos egípcios e gregos, os romanos também desenvolveram estudos e utilizaram o recurso da cura pelos aromas.

Cem anos depois de Cristo, o comércio de perfumes e essências florescia com os árabes, que traziam para o Ocidente a noz-moscada do Tibet, o sândalo da índia e a cânfora da China.

OS ÓLEOS AROMÁTICOS são considerados pelo aromaterapeuta o "sangue" e a "alma" de uma planta; possuem propriedade naturais e vitais que não existem em produtos sintéticos.
A aromaterapia utiliza óleos essenciais, líquidos concentrados com fragrância, extraídos de flores, folhas, raízes, cascas de árvores e frutas. Cada essência possui um determinado aroma capaz de tratar diferentes enfermidades. A qualidade da essência é determinada pela pureza, classificação e integridade.
A pureza é uma característica importante, pois às vezes o óleo essencial pode ser diluído em óleos ve¬getais, álcool ou outro solvente, muitas vezes não natural e de baixa qualidade, o que adultera o seu valor medicinal.

A classificação dos óleos é feita de acordo com o método de seu processamento. Por exemplo, quando a essência é redestilada, o óleo possui componentes mais fortes. Quanto mais alta a sua classificação, mais rica é sua fragrância; e quanto menor , embora sejam óleos puros, contêm uma quantidade menor dos princípios aromáticos. Para ser íntegro, um óleo deve ser puro e natural, deve ter origem em apenas uma espécie de planta.

Existem diversas técnicas de extração de óleos essências. A constituição química da planta é determina o método de extração mais adequado: maceração, destilação, prensagem, etc...).


Tratamento

Com raras exceções, os óleos essenciais não devem ser usados diretamente na pele. Devem ser diluídos em óleos vegetais (amêndoas ou trigo), mel e álcool (essências absolutas).

Embora eles possam ser usados sem acompanhamento de um terapeuta especializado, é necessário ter alguns cuidados quanto à sua utilização. Alguns tratamentos, como por exemplo o homeopático, não podem ser realizados em conjunto com aromas. É preciso ter cautela com o uso em ges¬tantes, crianças, pessoas com pele sensível, com pressão alta ou portadores de epilepsia.

Os aromas podem ser usados em lamparinas aromatizadoras (próprias para ambientes), em ba¬nhos e escalda-pés, massagens, inalações, assepsia bucal, gargarejos, compressas. A ingestão de óleos aromáticos deve ser feita com a orientação de um terapeuta capacitado.

Eles possuem ingredientes ativos que agem no corpo por meio da inalação ou da absorção pelos poros da pele. Ao cair na corrente sanguínea, os benefícios dos óleos se espalham por todo o corpo.

Para usá-lo na pele de forma segura, o óleo essencial deve ser diluído em cremes, óleos vegetais ou gel neutros. Ele pode ser usado por meio de compressas, massagens ou simples aplicação. Ao penetrar na pele, entram na corrente sanguínea e agem nos órgãos internos.

Via olfato, ele também atinge a circulação sanguínea pelos pulmões. O óleo essencial também atinge o nosso sistema nervoso central, mais especificamente o sistema límbico, uma espécie de arquivo responsável por nossas emoções, nossos comportamentos e atitudes, nossa memória e nossos humores. Em seguida, a informação chega ao hipotálamo, que a passa para a hipófise. A informação da essência chega então às glândulas, influenciando a atividade imunológica, o batimento cardíaco, a produção de enzimas e hormônios.
De acordo com a propriedade curativa de cada essência, os aromas agem sobre a circulação, aparelho digestivo e respiratório, glândulas de secreção, glândulas linfáticas, hormônios, cérebro e órgãos de reprodução.

As disposições emocionais também podem ser equilibradas com o uso de essências, tais como o estresse, desânimo, ansiedade, depressão, tristeza. Os aromas equilibram as energias do corpo. Em alguns tratamentos, são usados nos chacras, pois possuem vibrações específicas que recuperam e desbloqueiam os centros energéticos do corpo.

Essências mais Utilizadas:

AÇAFRÃO (CROCUS SATIVUS): estimulante e fortificante em geral.Mental/emocional: esgotamento mental, apatia, dificuldade de concentração.

ALECRIM (ROSMARINUS OFFICINALIS): estimulante, ativador da memória e nervos, tônico cardíaco, hipertensor, hepático, anti-séptico, an-tiespasmódico, analgésico e adstringente. Mental/emocional: apatia, preguiça, esgotamen¬to mental.

BERGAMOTA (CITRUS AURANTHIUM): expectorante, digestivo, vermífugo, antiespasmódico, analgésico e refrescante.
Mental/emocional: medo, estafa, depressão, insônia.

CAMOMILA AMARELA (ANTHEMIS NOBILIS): antiinflamatório e analgésico, diurético, antiespasmódico, sedativo, tranquilizante. Mental/emocional: estafa, insônia, depressão.

CÂNFORA (CINNAMOMUM CAMPHORA): estimulante cardíaco, distúrbios respiratórios, febre, pneumonia, reumatismo, feridas, queimaduras, inflamações, acne, abscessos, contusões, pan¬cadas, pés e pernas doloridos. Mental/emocional: depressão, agitação mental, insônia.

CRAVO (SYGYZIUM AROMATICUM): analgési¬co, bactericida, fungos, ácaros, digestivo, dor de dente, anti-séptico bucal, repelente de insetos, estimulante da memória e afrodisíaco. Mental/emocional: falta de concentração, fraqueza mental.

CANELA (CINNAMOMUN ZEYLANICUM): analgésico, bactericida, combate a gripe, fadiga, cólicas e diarréias, estimulante sexual. Mental/emocional: falta de ânimo; estimula a intuição.

CEDRO (JUNIPERUS VIRGINIANA): anti-séptico, adstringente, expectorante, diurético e sedativo. Mental/emocional: medo e depressão.

LIMÃO (CITRUS LIMONUM): bactericida, anti-séptico, for¬talece os pulmões, ativa gló¬bulos brancos, estimulante digestivo, hipotensor, diurético. Mental/emocional: letargia, descontrole, esgotamento mental.

EUCALIPTO (EUCALIPTUS GLOBULUS): anti-séptico, desinfetante, cicatrizante, antitérmico, expectorante, analgésico, antiespasmódico, es¬timulante cardíaco, diurético, hipoglicêmico. Mental/emocional: falta de concentração, sensação de limites.

GERÂNIO (PELARGONIUM graveolens): estimulante, anti-depressivo, anti-séptico, analgésico, cicatrizante, sedativo, diurético, equilibrador hormonal. Mental/emocional: medo, depressão.

HORTELÃ (MENTHASATIVA): analgésico, sedativo, antitérmi¬co, expectorante, anti-séptico, antiespasmódico, bactericida, antinflamatório, digestivo, hepático. Mental/emocional: choques emocionais, indecisão, esgotamento mental.

JASMIM (JASMINUM OFFICI-NALE): antidepressivo, relaxante, afrodisíaco, tonificante, antiespasmódico. Mental/emocional: apatia, depressão, medo, fobia, síndrome pré-menstrual.

LARANJA (CITRUS VULGA-RIS AURANTICUM): digestivo, antiespasmódico. Mental/emocional: irritação, pensamentos negativos, desassossego.

LAVANDA (LAVANDULA OFFICINALIS): analgésico, regulador cardíaco, anti-séptico, antiespasmódico, diurético, desintoxicante, desodorante. Mental/emocional: excitação, tensão, insônia.

MELISSA (MELISSA OFFICI¬NALIS): tonificante, calmante, antidepressivo, tônico do coração, hipotensor, antiespasmódico, estimulante digestivo. Mental/emocional: pânico, fobia, negativismo, letargia.

MIRRA (COMMIPHORA MOL-MOL): expectorante, cicatrizante, estimulante para o pulmão, adstringente, digestivo. Mental/emocional: irritação, excitação.

ROSA (ROSA DAMASCE-NA): antidepressivo, regulador menstrual, anti-séptico, afrodisíaco, vasoconstritor, tratamento de pele, antiespasmódico, laxante, sedativo. Mental/emocional: mágoa, desgosto, tristeza, negativismo.

SÁLVIA (SALVIA SCLAREA): reduz a pressão arterial, tonificante, anti-séptico, antiespasmódico. Mental/emocional: esgotamento espiritual, tensão, negativismo, medo.

TANGERINA (CITRUS MA-DURENSIS): estimulante digestivo e do apetite, analgésico, antiespasmódico. Mental/emocional: nervosismo e excitação.

YLANG YLANG (CANANGA ODORATA): anti-séptico, regulador de pressão arterial, afrodisíaco. Mental/emocional: medo, nervosismo, insatisfação geral.





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